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Presidente do TRE-MG diz não terem condições de prever entrega de resultados das eleições em MG

Segundo Alexandre Victor de Carvalho, a lentidão no sistema que divulga os resultados, é a causa da demora, caso volte ao normal os resultados serão divulgados mais rapidamente

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), o desembargador Alexandre Victor de Carvalho, disse, por volta das 19h30 deste domingo (15), que não há previsão para a divulgação dos resultados das eleições no estado.

“O horário que a gente previa [para divulgação do resultado], se tudo corresse da maneira normal, era 21h, 21h30. Ocorre que, com essa lentidão do sistema, a gente já não pode mais estabelecer uma previsão. Vai depender se o sistema normalizar, aí vai ser mais rápido. Se o sistema continuar lento, a gente não sabe qual é o horário”, afirmou.

Segundo Carvalho, a demora para contabilização dos votos está acontecendo em todos os estados brasileiros. “É uma lentidão no sistema”, afirmou. Segundo ele, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está tomando todas as providências para que o sistema possa se normalizar.

Às 19h59, a última atualização no site do TSE, com os dados apurados de Belo Horizonte, havia sido feita às 17h59. O Tribunal informou que a totalização dos votos segue em ritmo normal. O atraso, segundo o órgão, está na divulgação.

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-MG, Glaysson Rocha, disse que o problema é estritamente técnico, devido a uma sobrecarga no sistema, mas que “não há ataque ou invasão”.

De acordo com o presidente do TRE-MG, em todo estado, 510 urnas foram substituídas, o que corresponde 1,15% dos equipamentos que foram utilizados nas seções eleitorais. Em Belo Horizonte, 99 urnas precisaram ser trocadas. Carvalho ressaltou que não foi necessário usar o voto de papel no estado.

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Em relação às ocorrências contabilizadas pelas forças de segurança, o estado teve, até as 19h30, 440 registros, de acordo com Alexandre Victor de Carvalho. Segundo ele, 385 foram prisões ou conduções, sendo 58 delas de candidatos.

Entre os crimes mais comuns, estão boca de urna e transporte ilegal de eleitores.

De acordo com Alexandre Victor de Carvalho, a pandemia não interferiu no andamento das eleições em Minas. Segundo ele, os equipamentos de proteção individual foram usados da melhor maneira possível, e os eleitores foram de máscaras, como era a recomendação. O desembargador ainda destacou que o TRE-MG não foi informado sobre nenhum caso de eleitor que tentou votar sem o item de proteção.

Sobre a abstenção de eleitores mineiros, Carvalho afirmou que só poderá contabilizada após a totalização dos resultados. Ele informou que, nas eleições anteriores, o percentual girou em torno de 20%. Segundo dados do TSE, em 2016, a abstenção em Belo Horizonte foi de 21,66%.

Fonte
G1

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